ao lado
Jogadores do primeiro título ganho pelo clube, o Paulista de 1931.
Como conquistas, o Tricolor Paulista venceu o
Campeonato Paulista de 1931 em seu segundo ano de vida, e conseguiu sagrar-se vice em
1930,
1932,
1933 e
1934. Foi também vice-campeão do
Torneio Rio-São Paulo de
1933. Portanto, o Tricolor Paulista, clube recém fundado, estava no topo do futebol local, um fato extraordinário, mas nem tanto se levadas em considerações suas origens vencedoras.
O São Paulo comprou, então, uma nova sede, suntuosa, localizada na Rua Conselheiro Crispiniano (no centro da cidade), um pequeno palácio conhecido como "Trocadero", ao custo de 190 contos de
réis.
[15] Essa dívida era grande para a época, porém o clube, detentor de um campo como o da Floresta e um quadro de jogadores que valia muito, não deixava-se abalar por isso. Porém alguns dirigentes do clube, que andavam descontentes com os rumos do futebol no país, resolveram fundir-se com o
Clube de Regatas Tietê e acabar com o departamento de futebol. Outro grupo, favorável a continuidade do clube, e liderados pelo doutor Paulo Sampaio foram à Justiça e, no dia
23 de abril de
1935, impugnaram o direito da diretoria fundir o clube com o Tietê sem que a opinião dos sócios fosse ouvida.
[16]
Os sócios obtiveram ganho de causa mesmo após a defesa da diretoria do clube. A diretoria não teve outra saída senão convocar uma assembleia geral. Porém o artigo 2.º dos estatutos do clube á época dizia que somente os "sócios fundadores", considerados "proprietários" do clube e que somavam 200, poderiam compor a assembleia. Como a maioria deles era ligado à diretoria a fusão foi aprovada no dia
14 de maio de 1935.
[16] Nesse dia, e debaixo de chuva, o departamento de futebol foi oficialmente extinto e desfiliado da
APEA.
[14] Com a fusão, a parte administrativa foi fundida ao
Clube de Regatas Tietê que incorporou todos os patrimônios físicos e que, em troca, quitaria os créditos do clube e não poderia usar as cores, uniformes e símbolos do São Paulo. Surgia assim o Tietê-São Paulo.
[14]
Plantel do clube após a refundação.

Após a fusão com o C.R. Tietê, alguns antigos sócios do Tricolor Paulista, inconformados com tudo o que ocorrera, decidiram restabelecer o clube, surgindo assim no dia
4 de junho de 1935 o Clube Atlético São Paulo. E no dia
16 de dezembro de
1935 ressurgiria o São Paulo Futebol Clube que, depois de tantos empecilhos e ressurreições, ganhou o apelido de "Clube da Fé" do jornalista
Thomaz Mazzoni.
[14][15][17]
O São Paulo Futebol Clube recebeu o título de "O Mais Querido" durante o período da
ditadura Vargas, no qual eram proibidas as ostentações das
bandeiras estaduais. Na ocasião da inauguração do
Estádio do Pacaembu em
27 de abril de
1940, o Tricolor Paulista entrou ostentando o nome e as cores do time que são as mesmas do estado de
São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé o time que carrega até hoje as cores vermelho, preto e branco.
[14]

No dia seguinte, o jornal
A Gazeta Esportiva estampava em sua capa a manchete "O Clube Mais Querido da Cidade". Passado mais um tempo, o DEIP — Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda — promoveu um concurso público entre torcedores de todas as agremiações da época. Com Corinthians e Palestra Itália sendo favoritos — pois possuíam as maiores torcidas —, o vencedor acabou sendo o São Paulo com 5 523 votos, mais que a soma de votos dos seus dois principais concorrentes. Até hoje o
slogan "O Mais Querido" figura entre os
impressos de correspondência do clube.
[14]

Porém foi somente em
1942 que tudo mudou para o clube com a contratação mais cara do futebol da época:
Leônidas da Silva. Ele fora contratado para que o clube conquistasse seu segundo título
paulista.
[14] E deu certo! Na reunião que definiria o calendário do
Paulista de 1943 na sede da
Federação Paulista um dirigente do Corinthians disse que o encontro não era necessário pois, ao lançar uma moeda ao ar, o campeão seria definido: se desse cara o campeão seria o Corinthians e se desse coroa, o Palmeiras — antigo Palestra Itália. Ao ser questionado sobre o São Paulo pelo representante tricolor, o dirigente respondeu que se a moeda parasse em pé o campeão seria o São Paulo e se parasse no ar seria a Portuguesa.
[18] Realmente até aquele momento o Tricolor era tratado com um time mediano que não rivalizava com os rivais supracitados. Dessa maneira se iniciou o campeonato, com o São Paulo disposto a quebrar a hegemonia de Corinthians e Palmeiras. Até que no último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segura um empate sem gols e fatura o título do ano em que a moeda caiu em pé.
[14] Por conta dessa conquista o então
Grêmio são-paulino fez uma marcha à noite com um carro alegórico que continha uma moeda em pé somente para ir buscar a
Taça dos Invictos no prédio de
A Gazeta Esportiva.
[19]
A partir daí o Tricolor do Morumbi conquistou cinco títulos na
década de 1940, com o Paulista de 1943, os bicampeonatos do
Paulista de 1945/
Paulista de 1946 e
Paulista de 1948/
Paulista de 1949.
[14][20]
Vista aérea do estádio do Morumbi e de parte do bairro que o abriga. (Imagem: fotosedm)

Em
1950 o craque do clube, Leônidas, se aposentou
[20] e junto a isso começou a tomar força um movimento para a construção de um estádio. Com isso o clube sanou suas dívidas e partiu em busca de um terreno para a construção.
[21] Após o terreno na área do que é hoje o bairro do
Morumbi, a pedra fundamental foi lançada e em
1953 teve início a construção com o futebol sendo relegado a segundo plano.
[14] Mesmo assim, o clube conquistou os Paulistas
1953 e
1957.
Telê Santana, técnico que conquistou dois Mundiais e duas Libertadores no São Paulo. (Imagem: tales.ebner)
A
década de 1980 se inicia com o bicampeonato paulista de
1980 e
1981 e em
1984 o time forma os chamados Menudos do Morumbi com a liderança do técnico
Cilinho, em alusão à banda
porto-riquenha Menudo, com vários jogadores vindos da base, entre eles,
Müller. Com esse time o clube conquista o
bicampeonato brasileiro em 1986 e os Paulistas de
1985 e
1987. Já sem os "Menudos", o clube conquista o
Paulista de 1989.
[14]
Em
1990 o São Paulo começa mal e coube a
Telê Santana recuperar o time.
[14] Já em
1991 o time conquista o
Paulista de 1991 e o
tricampeonado Brasileiro em 1991. Logo após, conquista o bicampeonato da
Copa Libertadores da América em
1992 e
1993 e o bicampeonato
Mundial Interclubes também em
1992 e
1993. O São Paulo conquistou ainda o
Paulista de 1992, a
Supercopa de 1993, as
Recopas Sul-Americanas de
1993 e
1994, a
Copa Conmebol de 1994, a
Copa Master da Conmebol de 1996 e o
Paulista de 1998.
[20]
Homenagem recebida da Federação Paulista de Futebol e do presidente Lula pela conquista do tricampeonato mundial. (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)
Durante os anos de
2006,
2007 e
2008 o clube tentou a conquista da América e do mundo novamente, mas sem sucesso.
[23] Coube então ao time se esforçar para a conquista do inédito tricampeonato brasileiro de
2006,
2007 e
2008.
[23]