domingo, 29 de novembro de 2009

São Paulo e sua breve história

Fonte de pesquisa wikipedia
1 História
2 Símbolos
  2.1 Escudo
  2.2 Uniformes
     2.2.1 Patrocinadores
  2.3 Mascote
  2.4 Hino
3 Estrutura
  3.1 Estádio do Morumbi
  3.2 Centro de Treinamento
     3.2.1 REFFIS
  3.3 Centro de Formação de Atletas
  3.4 Centro de Treinamento de Guarapiranga
4 Elenco
  4.1 Elenco atual
  4.3 Diretoria e comissão técnica
5 Títulos
  5.1 Mundiais
  5.2 Continentais
  5.3 Nacionais
    5.3.1 Regionais
    5.3.2 Estaduais
  5.4 Atletismo
  5.5 Boxe
6 Torcida
  6.1 Torcida organizada
  6.2 Rivalidades históricas
7 Marketing
8 Projetos sociais
9 Outras modalidades esportivas
  9.1 Atletismo
  9.2 Basquetebol
  9.3 Futsal
  9.4 Ginástica aeróbica
  9.5 Hóquei
  9.6 Judô
  9.7 Natação
  9.8 Patinação artística
  9.9 Pugilismo
  9.10 Tênis
  9.11 Voleibol
10 Bibliografia
11 Notas
12 Referências

sábado, 28 de novembro de 2009

História



No dia 26 de janeiro de 1930 foi assinada a ata de fundação do São Paulo da Floresta, nascido da união entre a Associação Atlética das Palmeiras e o Club Athlético Paulistano ficando como data magna do clube o dia 25 de janeiro de 1930, dia e mês em que foi fundada a cidade de São Paulo. Conservando as tradições do passado, o uniforme do novo clube estamparia as faixas vermelhas e pretas em homenagem aos dois clubes fundadores.[14]

ao lado
Jogadores do primeiro título ganho pelo clube, o Paulista de 1931.

Como conquistas, o Tricolor Paulista venceu o Campeonato Paulista de 1931 em seu segundo ano de vida, e conseguiu sagrar-se vice em 1930, 1932, 1933 e 1934. Foi também vice-campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1933. Portanto, o Tricolor Paulista, clube recém fundado, estava no topo do futebol local, um fato extraordinário, mas nem tanto se levadas em considerações suas origens vencedoras.

O São Paulo comprou, então, uma nova sede, suntuosa, localizada na Rua Conselheiro Crispiniano (no centro da cidade), um pequeno palácio conhecido como "Trocadero", ao custo de 190 contos de réis.[15] Essa dívida era grande para a época, porém o clube, detentor de um campo como o da Floresta e um quadro de jogadores que valia muito, não deixava-se abalar por isso. Porém alguns dirigentes do clube, que andavam descontentes com os rumos do futebol no país, resolveram fundir-se com o Clube de Regatas Tietê e acabar com o departamento de futebol. Outro grupo, favorável a continuidade do clube, e liderados pelo doutor Paulo Sampaio foram à Justiça e, no dia 23 de abril de 1935, impugnaram o direito da diretoria fundir o clube com o Tietê sem que a opinião dos sócios fosse ouvida.[16]
Os sócios obtiveram ganho de causa mesmo após a defesa da diretoria do clube. A diretoria não teve outra saída senão convocar uma assembleia geral. Porém o artigo 2.º dos estatutos do clube á época dizia que somente os "sócios fundadores", considerados "proprietários" do clube e que somavam 200, poderiam compor a assembleia. Como a maioria deles era ligado à diretoria a fusão foi aprovada no dia 14 de maio de 1935.[16] Nesse dia, e debaixo de chuva, o departamento de futebol foi oficialmente extinto e desfiliado da APEA.[14] Com a fusão, a parte administrativa foi fundida ao Clube de Regatas Tietê que incorporou todos os patrimônios físicos e que, em troca, quitaria os créditos do clube e não poderia usar as cores, uniformes e símbolos do São Paulo. Surgia assim o Tietê-São Paulo.[14]

Plantel do clube após a refundação.
Após a fusão com o C.R. Tietê, alguns antigos sócios do Tricolor Paulista, inconformados com tudo o que ocorrera, decidiram restabelecer o clube, surgindo assim no dia 4 de junho de 1935 o Clube Atlético São Paulo. E no dia 16 de dezembro de 1935 ressurgiria o São Paulo Futebol Clube que, depois de tantos empecilhos e ressurreições, ganhou o apelido de "Clube da Fé" do jornalista Thomaz Mazzoni.[14][15][17]
O São Paulo Futebol Clube recebeu o título de "O Mais Querido" durante o período da ditadura Vargas, no qual eram proibidas as ostentações das bandeiras estaduais. Na ocasião da inauguração do Estádio do Pacaembu em 27 de abril de 1940, o Tricolor Paulista entrou ostentando o nome e as cores do time que são as mesmas do estado de São Paulo. O estádio inteiro e os locutores de todas as rádios, revoltados com a censura, driblaram-na aplaudindo de pé o time que carrega até hoje as cores vermelho, preto e branco.[14]


No dia seguinte, o jornal A Gazeta Esportiva estampava em sua capa a manchete "O Clube Mais Querido da Cidade". Passado mais um tempo, o DEIP — Departamento Estadual de Imprensa e Propaganda — promoveu um concurso público entre torcedores de todas as agremiações da época. Com Corinthians e Palestra Itália sendo favoritos — pois possuíam as maiores torcidas —, o vencedor acabou sendo o São Paulo com 5 523 votos, mais que a soma de votos dos seus dois principais concorrentes. Até hoje o slogan "O Mais Querido" figura entre os
impressos de correspondência do clube.[14]

Porém foi somente em 1942 que tudo mudou para o clube com a contratação mais cara do futebol da época: Leônidas da Silva. Ele fora contratado para que o clube conquistasse seu segundo título paulista.[14] E deu certo! Na reunião que definiria o calendário do Paulista de 1943 na sede da Federação Paulista um dirigente do Corinthians disse que o encontro não era necessário pois, ao lançar uma moeda ao ar, o campeão seria definido: se desse cara o campeão seria o Corinthians e se desse coroa, o Palmeiras — antigo Palestra Itália. Ao ser questionado sobre o São Paulo pelo representante tricolor, o dirigente respondeu que se a moeda parasse em pé o campeão seria o São Paulo e se parasse no ar seria a Portuguesa.[18] Realmente até aquele momento o Tricolor era tratado com um time mediano que não rivalizava com os rivais supracitados. Dessa maneira se iniciou o campeonato, com o São Paulo disposto a quebrar a hegemonia de Corinthians e Palmeiras. Até que no último jogo, contra o Palmeiras, o São Paulo segura um empate sem gols e fatura o título do ano em que a moeda caiu em pé.[14] Por conta dessa conquista o então Grêmio são-paulino fez uma marcha à noite com um carro alegórico que continha uma moeda em pé somente para ir buscar a Taça dos Invictos no prédio de A Gazeta Esportiva.[19]
A partir daí o Tricolor do Morumbi conquistou cinco títulos na década de 1940, com o Paulista de 1943, os bicampeonatos do Paulista de 1945/Paulista de 1946 e Paulista de 1948/Paulista de 1949.[14][20]


Vista aérea do estádio do Morumbi e de parte do bairro que o abriga. (Imagem: fotosedm)
Em 1950 o craque do clube, Leônidas, se aposentou[20] e junto a isso começou a tomar força um movimento para a construção de um estádio. Com isso o clube sanou suas dívidas e partiu em busca de um terreno para a construção.[21] Após o terreno na área do que é hoje o bairro do Morumbi, a pedra fundamental foi lançada e em 1953 teve início a construção com o futebol sendo relegado a segundo plano.[14] Mesmo assim, o clube conquistou os Paulistas 1953 e 1957.
Em 1960 o estádio Cícero Pompeu de Toledo foi parcialmente inaugurado de modo a aumentar a arrecadação do clube.[14] Com todos os esforçoes sendo desviados para o estádio ainda inacabado, o clube ficou o período entre 1957 e 1970 sem conquistar títulos oficiais. Somente após a inauguração total, em 1970, é que vieram os títulos com os Paulistas de 1970, 1971 e 1975 e o inédito Campeonato Brasileiro de 1977. Houve ainda os vice-campeonatos do Brasileiro de 1971, Brasileiro de 1973 e da Libertadores de 1974.[20]



Telê Santana, técnico que conquistou dois Mundiais e duas Libertadores no São Paulo. (Imagem: tales.ebner)
A década de 1980 se inicia com o bicampeonato paulista de 1980 e 1981 e em 1984 o time forma os chamados Menudos do Morumbi com a liderança do técnico Cilinho, em alusão à banda porto-riquenha Menudo, com vários jogadores vindos da base, entre eles, Müller. Com esse time o clube conquista o bicampeonato brasileiro em 1986 e os Paulistas de 1985 e 1987. Já sem os "Menudos", o clube conquista o Paulista de 1989.[14]
Em 1990 o São Paulo começa mal e coube a Telê Santana recuperar o time.[14] Já em 1991 o time conquista o Paulista de 1991 e o tricampeonado Brasileiro em 1991. Logo após, conquista o bicampeonato da Copa Libertadores da América em 1992 e 1993 e o bicampeonato Mundial Interclubes também em 1992 e 1993. O São Paulo conquistou ainda o Paulista de 1992, a Supercopa de 1993, as Recopas Sul-Americanas de 1993 e 1994, a Copa Conmebol de 1994, a Copa Master da Conmebol de 1996 e o Paulista de 1998.[20]

Homenagem recebida da Federação Paulista de Futebol e do presidente Lula pela conquista do tricampeonato mundial. (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)




Com as conquistas do Campeonato Paulista de 2000 e do Rio-São Paulo de 2001 o time parecia engrenado, mas foi somente com uma reformulação no elenco[14] que o time conquistou, em 2005, o Campeonato Paulista, a Libertadores da América e novamente o mundo.[20] Após essa conquista o desmanche no elenco foi inevitável.[22]

Durante os anos de 2006, 2007 e 2008 o clube tentou a conquista da América e do mundo novamente, mas sem sucesso.[23] Coube então ao time se esforçar para a conquista do inédito tricampeonato brasileiro de 2006, 2007 e 2008.[23]

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Símbolos

O Tricolor Paulista teve, ao longo de sua história, o mesmo nome, as mesmas cores, o mesmo escudo, o mesmo uniforme e a mesma bandeira.[24]
Os fundadores do São Paulo Futebol Clube queriam um nome, cores e formas que representassem suas vontades como esportistas. Para isso, foi retirado o vermelho do C.A. Paulistano, o preto da A.A. das Palmeiras e o branco de ambos, simbolizando a união dos times em um outro, maior. Assim nasciam as três cores do clube.[15]
Já o escudo e os uniformes do São Paulo Futebol Clube foram desenhados pelo estilista alemão Walter Ostrich,[25], simpatizante do novo clube em formação, com a colaboração de Firmiano de Moraes Pinto, um dos presentes à fundação.[14]

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Escudo




Estrelas localizadas acima do escudo do clube. (Imagem: tales.ebner)


De acordo com o estatuto do clube, o símbolo do Tricolor Paulista é formado por um triângulo isósceles branco, invertido, com base maior elevada por um retângulo com altura igual à metade da lateral do referido triângulo. Dentro dessa parte alongada encontra-se outro retângulo, de cor preta, com as iniciais SPFC em branco. No interior do triângulo uma faixa branca de largura igual a um quarto da lateral menor com dois triângulos escalenos, um vermelho à esquerda e outro preto, à direita.[24]
As estrelas foram introduzidas posteriormente e também tem um significado especial. As duas douradas, introduzidas no escudo em 1955 e, posteriormente, no uniforme em 1997, representam os recordes mundiais e olímpicos conquistados por Adhemar Ferreira da Silva nas Olimpíadas de 1952 em Helsinque e nos Jogos Pan-americanos de 1955 no México.[24]
Já as três estrelas vermelhas, ao centro, introduzidas em 2000, representam o tricampeonato Mundial conquistado no Japão, nos anos de 1992, 1993 e 2005.[24]
Pelo estatuto não são permitidas inclusões de títulos considerados de menor importância. Campeonatos continentais, nacionais, estaduais ou amistosos jamais poderão ser representados por estrelas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Uniformes



Primeiro time do São Paulo. O uniforme é o mesmo até hoje.
Origem do uniforme do São Paulo — à esquerda o uniforme do C.A. Paulistano e à direita o uniforme da A.A. das Palmeiras, resultando no uniforme utilizado desde 1930. (Imagem: tales.ebner)
De acordo com o estatuto do São Paulo Futebol Clube, os uniformes tem que ser produzidos de acordo com as normas pré-estabelecidas. É permitida apenas a aplicação de patches nas mangas enquanto o clube detiver o título de determinado campeonato ou por algum outro motivo especial.[24]
Além das mudanças estéticas, houve a mudança na própria estrutura e tecido do uniforme. Até a década de 1970 os uniformes eram produzidos em algodão puro, o calção chegava a ser, por vezes, de brim e os meiões eram amarrados à canela para não caírem. Somente no final dos anos 70 é que começou a ser usada uma mescla de fibras para, em 1986, o poliéster ser incorporado ao material das camisas juntamente ao algodão. Com isso as camisas ficaram mais leves e não encharcavam como as antigas. Somente no meio da década de 1990 é que o tecido 100% poliéster começou a ser utilizado. Em 2000 surgiram as primeiras camisas que retinham menos suor e com alta capacidade de evaporação. Atualmente os materiais dos uniformes continuam evoluindo com novas composições de tramas para proporcionar aos jogadores a melhor condição de jogo.[26]
Uniforme titular
O uniforme titular é composto de camisa branca com três faixas horizontais à altura do peito sendo a primeira vermelha seguidas pela branca e pela preta. As faixas vermelha e preta devem ter cinco centímetros de largura e a branca deve ter largura igual a 2,5 centímetros. O escudo cobre inteiramente as faixas. Esse uniforme é a mistura perfeita dos clubes que deram origem ao Tricolor do Morumbi, o C.A. Paulistano e a A.A. das Palmeiras uma vez que o primeiro possuía uma faixa vermelha e o segundo uma preta no uniforme. O calção e as meias são igualmente brancas.[24][27]

Adriano com a segunda camisa do clube. (Imagem: Junior Faria)
Uniforme reserva
Já o uniforme reserva é composto alternadamente por faixas vermelhas, brancas, pretas e novamente brancas, todas verticais. Na altura do coração encontra-se o escudo do clube. As faixas vermelhas e pretas possuem 4,5 centímetros de largura e as brancas tem largura de 1,5 centímetros. O calção e as meias são pretas.[24][27]
O uniforme padrão do São Paulo possui diversos tipos de combinações, sempre mesclando partes do uniforme principal com partes do uniforme reserva. Dessa maneira cumpre-se a rigorosa norma da FIFA — de meados dos anos 90 — de diferenciação de todas as partes das vestimentas dos times em uma partida.[28]
Uniforme alternativo
O uniforme alternativo, conhecido também como terceiro uniforme, não é permitido pelo estatuto do clube. O que não impediu o clube de produzi-los em épocas distintas — 1944, 1966, 1984, 1985 e 2000 —, mas sempre com vida curta (alguns chegaram a ser utilizados em apenas uma partida). Já ocorreu de ser criado um terceiro e um quarto uniformes praticamente iguais aos oficiais porém com pequenas mudanças, tal qual uma gola alusiva aos anos 80 para a disputa de jogos da Copa Libertadores da América de 2007.[29]
A partir de 2008 a Reebok pretende lançar a cada ano uma "Camisa Oficial da Torcida Tricolor", uma espécie de terceiro uniforme que não entrará em campo em partidas oficiais servindo para vendas à torcida. A primeira camisa desse tipo foi chamada de "Torcida Black"[30] — uma camisa preta com uma listra vertical vermelha e uma branca à esquerda —, já a segunda camisa desse tipo a ser produzida foi inspirada no terceiro uniforme que o time usou em 1966.[31]

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Patrocinadores

Principais
Apenas em janeiro de 1982 é que o Conselho Nacional de Desportos passou a permitir patrocínios em camisas de clubes de futebol, porém apenas para partidas no exterior.[32] Ainda no mesmo ano o patrocínio estampado na camisa acabou permitido para jogos em território nacional, dessa maneira o São Paulo ostentou a Cofap como patrocinadora do time na final do Campenato Paulista de 1982.[33]
Atualmente a LG Electronics tem sua marca exposta na frente e atrás da camisa com valores próximos a 18 milhões de reais anuais — contanto o aditamento do contrato anterior no valor de 16 milhões mais a atualização monetária pelo IGP-M[34][35] —, o que o credencia a um dos maiores contratos de patrocínio do Brasil atualmente.
Secundários
Além do patrocinador principal, o clube tricolor mantém alguns outros contratos de valores mais baixos. Atualmente esses patrocinadores são Volkswagen, Aché, FEMSA, TAM, Habib's e Life Fitness. Além disso, possui diversas parcerias para alavancar recursos para o clube e que incluem, além da Volkswagen e Aché, a Applebee's e a ABIH que rendem ao clube cerca de 20 milhões de reais anuais.[36]
 
Fornecedores de material esportivo
Desde 1981 — com a Le Coq Sportif — o São Paulo estampa o logotipo de seu fornecedor de material esportivo na camisa. Em 2006 a Reebok fez seu primeiro contrato de patrocínio com o São Paulo, que perduraria até 2008. Porém ainda em 2007 renovou seu contrato até 2010 com valores de 15 milhões de
 
reais por ano. Sendo que o valor total, incluindo royalties, luvas e prêmios, chega aos 21 milhões anuais
 sendo 18 milhões em dinheiro, o maior contrato de material esportivo do Brasil.[37][38]

 



Estátua de São Paulo em frente à basílica de São Pedro no Vaticano. (Imagem: Ang Mo Kio)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mascote


Até hoje o São Paulo Futebol Clube teve apenas um mascote, que ficou marcada em sua história. Criada na década de 40 por um cartunista do jornal A Gazeta Esportiva, a imagem do santo agradou a todos os são-paulinos permanecendo até hoje como mascote oficial do clube[24] e pelo fato do verdadeiro São Paulo ter morrido com aproximadamente 60 anos, é representada por um velhinho de barba branca.[39] É chamada de "Santo" Paulo para não confundir com o nome do clube.[40]
Representação do Santo Paulo, mascote do clube. (Imagem: tales.ebner)

domingo, 22 de novembro de 2009

Hino

O hino do São Paulo Futebol Clube — composto por Porfírio da Paz em 1935 e oficializado em 1942 — passou por diversas alterações até chegar à atual estrutura.[41]
A criação do hino foi um tanto quanto atípica e comovente. Porfírio da Paz em 1935, à época tenente da Força Pública e farmacêutico, acabara de ser informado que perderia sua casa por falta de pagamento e por conta do nervosismo, cantarolava uma canção entoando o nome do clube do qual era apaixonado. Mais tarde e mais calmo, pôs no papel a letra que viria a ser o hino do São Paulo Futebol Clube.[42][43]


Quase tudo que recebia ia para o clube. Quando fui avisado da perda da casa, fiquei desolado. Andava de um lado para o outro, sem saber o que fazer. Mas o amor pelo São Paulo foi maior e, ao invés de desistir, comecei a cantarolar: 'Salve o tricolor paulista' e compus o hino do clube. Foi cantando o hino que eu e minha família deixamos nossa casa.



No lançamento do hino em 1942 e contando com diversos segmentos esportivos, Porfírio apresentou o então hino do clube. Mas uma das estrofes em particular, a sétima, causou certas interpretações errôneas. Ela continha a rima «Do Palmeiras também trazes» em referência à A.A. das Palmeiras, clube este que se fundiu ao Paulistano para formar o Tricolor Paulista. Porém o Palestra Itália havia alterado seu nome para Palmeiras o que fez gerar toda uma confusão.[41]
Porfírio então substituiu a palavra "Palmeiras" pela palavra "Floresta", região onde se localizava o São Paulo e muitos outros clubes da época ficando, pois, «Da Floresta também trazes». Por não haver uma ligação estreita com o clube, Porfírio viu-se obrigado a remodelar totalmente a estrofe. Deixando a sétima estrofe do hino da maneira como a conhecemos hoje. O estribilho também fora mudado acrescentando-se o advérbio "já".[41]
Depois de mudado quase que por completo, no dia 29 de abril de 1966, Porfírio pediu licença em uma reunião no Egrégio Conselho Deliberativo para que pudesse cantar o hino definitivo do clube. Aproveitou a ocasião para também doar todos os direitos autorais ao Tricolor do Morumbi.[41]

sábado, 21 de novembro de 2009

Estrutura

Estádio do Morumbi
Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Estádio do Morumbi
Com capacidade para 73 501 pessoas[44], o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, também conhecido como Estádio do Morumbi, foi inaugurado em 2 de outubro de 1960 com o estádio ainda inacabado e sua primeira partida foi entre São Paulo Futebol Clube e Sporting Lisboa de Portugal, sendo a partida vencida pelos donos da casa pelo placar de 1 a 0. O gol dessa partida foi marcado pelo jogador Peixinho. Em um cruzamento, ele mergulhou para cabecear a bola próximo do chão. Desde então essa jogada ficou conhecida no Brasil como "gol de peixinho".[14][45]
A inauguração total se deu em 25 de janeiro de 1970 em uma partida entre o Tricolor Paulista e o Porto, também de Portugal, que terminou empatada em 1 a 1 com gols de Vieira Nunes para o Porto e Miruca para o São Paulo.[14][45]
É o terceiro maior estádio do Brasil, sendo o primeiro entre os estádios particulares. É também o oitavo maior estádio pertencente a um clube no mundo e está na 38ª. colocação geral.[44]
Foto panorâmica do estádio visto a partir do setor de arquibancadas amarelas. (Imagem: tales.ebner)
Foto panorâmica do estádio visto a partir do setor de arquibancadas amarelas. (Imagem: tales.ebner)
Complexo Social
O Complexo Social Manoel Raymundo Paes de Almeida[46] é o espaço destinado ao lazer de seus sócios e está localizado em uma área total de 85 mil metros quadrados, sendo considerada uma das mais imponentes sedes sociais do Brasil. Possui infraestrutura suficiente para atender aos sócios do clube e também aos esportes amadores.[47]
Morumbi Concept Hall
 
 
Nessa área o clube pretende aumentar a circulação de pessoas e gerar receita fora dos dias de jogos, além
 
de fortalecer a marca. Entre os empreendimentos estão o Santo Paulo Bar, Livraria Nobel, Espaço Únyco e
 Rbk Concept Store.[48]


Corredor interno do Morumbi Concept Hall. (Imagem: tales.ebner)




Fachada do Memorial do clube. (Imagem: tales.ebner)
Memorial
O Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck foi inaugurado em 1994 para mostrar as conquistas dentro e fora dos gramados. Além disso se preocupa em mostrar pontos importantes da história não só para o clube, mas para todos os esportes já praticados no São Paulo.[49]

Centro de Treinamento

Inaugurado em 9 de abril 1988, o Centro de Treinamento Frederico Antonio Germano Menzen, mais conhecido como CCT da Barra Funda ou ainda CT Barra Funda surgiu como uma necessidade de acomodar melhor os atletas da categoria principal do São Paulo, uma vez que o Estádio do Morumbi com a modernização do esporte e apesar de confortável, não oferecia tudo o que o time necessitava.[50]
Localizado na Avenida Marquês de São Vicente, no bairro da Barra Funda, zona oeste da capital paulista, o Centro de Treinamento tem esse nome em homenagem ao sócio número um do clube e presidente, o ilustre Frederico Antonio Germano Menzen.[50]
Com uma infraestrutura de primeiro mundo e à frente dos outros clubes brasileiros[51], as instalações contam com três campos oficiais, um minicampo, um campo para treinamento de goleiros, arquibancada para 4 mil pessoas, dois vestiários para jogadores, dois vestiários para árbitros, alojamentos, cozinha, refeitório, dezesseis dormitórios, sala de jogos, sala de audiovisual, área administrativa, área exclusiva para atendimento à imprensa, departamento médico e o REFFIS. Tudo isso foi planejado e construído para que seus atletas tenham condições de buscar sempre vitórias.[50]

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

REFFIS

Juntamente ao Centro de Treinamento, localiza-se o REFFIS, o núcleo de Reabilitação Esportiva, Fisioterápica e Fisiológica para tratar os funcionários e atletas do clube ou de outras agremiações.[50]
Considerado a mais moderna instalação do tipo pertencente a um clube na América do Sul, o REFFIS é referência no Brasil, América do Sul e até na Europa. Criado em 2004 foi criado com o intuito de avaliar, preparar, tratar e prevenir lesões de atletas vindos de diversos lugares do mundo.[50][51] A estrutura é elogiada pelos médicos do Real Madrid e Internazionale e pelos os dirigentes do Barcelona que já chegaram a pedir que o clube cuidasse de seus jogadores brasileiros.[52]
Os aparelhos do núcleo, conseguidos através de parceria, possuem tecnologia de última geração e um gasto inicial em torno de dois milhões de reais em sua construção e desenvolvimento.[50]
Conta com profissionais renomados na gestão do centro como os fisioterapeutas Luis Alberto Rosan e Ricardo Sasaki, e pelo fisiologista Turíbio Leite de Barros, conta ainda com Carlinhos Neves e Sérgio Rocha, preparadores físicos e, claro, com as presenças constantes dos médicos José Sanches e Marco Aurélio Cunha.[50]

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Centro de Formação de Atletas

O Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel, também conhecido como CFA de Cotia, CT de Cotia ou ainda simplesmente como CFA localiza-se na região de Cotia, região Metropolitana de São Paulo a cerca de trinta minutos do Estádio do Morumbi.[53]
Foi adquirido em 27 de julho de 2004 e inaugurado em 16 de julho de 2005 para oferecer uma infraestrutura de primeiro mundo para a formação das categorias de base do clube que incluem o infantil, juvenil e júnior (sub-15, sub-17 e sub-20). Para isso conta com uma área total de 220 mil metros quadrados e é rodeado de sítios e chácaras para manter a tranquilidade e a concentração dos jovens que lá estão.[53]
Para suprir a necessidade de quase cem atletas, o CFA conta com cinco campos oficiais — um deles com grama sintética —, um campo de areia e outro de showbol — todos com drenagem e irrigação computadorizadas —, quatro alojamentos para até 95 jovens, refeitório com cozinha industrial, sede administrativa, sala de monitoramento, piscina, oficina de manutenção, quiosques, quatro vestiários, consultório médico, odontológico e de podologia e a segunda unidade do REFFIS. Ainda está em construção uma arquibancada, estacionamento, ginásio coberto, quadras poliesportivas, um hotel para jogadores vindo do exterior, ampliação do REFFIS e mais cinco campos de futebol.[53]
Vista geral do CFA de Cotia. (Imagem: tales.ebner)
Vista geral do CFA de Cotia. (Imagem: tales.ebner)


Centro de Treinamento de Guarapiranga

Inaugurado em 13 de dezembro de 1997 o Centro de Treinamento Homero Bellintani, conhecido como CT de Guarapiranga veio da fusão do São Paulo com o Estrela da Saúde.[54]
Localizado no bairro do Guarapiranga, conta com três campos de futebol, uma piscina semi-olímpica, alojamento, cozinha e refeitório espalhados em cem mil metros quadrados inicialmente utilizados para atender os atletas das categorias de base e do futebol feminino. Atualmente é utilizado como área social e também para testes de novos talentos.[55]

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Elenco

Elenco

Arthur Friedenreich, El Tigre, em uma de suas passagens pela seleção brasileira, antes de ir para o clube do Morumbi.

Rogério Ceni, ídolo do clube. (Imagem: Ricardo Stuckert/PR)


O São Paulo contou, ao longo de sua história, com jogadores e técnicos de destaque no futebol do Brasil e do mundo. Dentre os jogadores que passaram pelo clube podemos destacar Friedenreich e Zizinho (respectivamente o primeiro e o terceiro grande craque brasileiro), Leônidas da Silva (inventor da bicicleta no futebol, conhecido como "Diamante Negro" no Brasil e "Homem de Borracha" no restante do mundo e considerado o segundo grande craque brasileiro), Canhoteiro (um dos maiores dribladores que o Brasil já conheceu), Raí (o líder do time na década de 90) e Rogério Ceni (o maior goleiro artilheiro do mundo). Entre os técnicos estão Rubens Minelli (conquistou o primeiro Campeonato Brasileiro do clube), Telê Santana (o técnico que mais ganhou títulos pelo Tricolor do Morumbi, com dez conquistados) e Muricy Ramalho (o primeiro técnico a ser tricampeão brasileiro por um mesmo clube e que conquistou o primeiro tricampeonato do clube pelo Brasileirão).
O São Paulo Futebol Clube é também o clube que mais cedeu jogadores à seleção brasileira em Copas do Mundo.[14] Além de ser um dos dois únicos clubes, junto ao Palmeiras, a ceder jogadores em todas as cinco conquistas brasileiras da Copa do Mundo e é o único clube do mundo a ter jogadores convocados para todas as Copas do Mundo após a Segunda Guerra Mundial — de 1950 em diante.[14]

 Elenco atual

Postscript-viewer-blue.svgVer página anexa: Transferências em 2009
O elenco do São Paulo atualmente é composto por 30 jogadores[56] mais o técnico Ricardo Gomes.[57] Na temporada atual, o time contou também com uma renovação de seu elenco.
Última atualização em 11 de agosto de 2009.





Goleiros
N.º
Jogador
01
Bandeira do Brasil Rogério Ceni
12
Bandeira do Brasil Denis
22
Bandeira do Brasil Bosco
40
Bandeira do Brasil Fabiano
50
Bandeira do Brasil Leonardo
Defensores e laterais
N.º
Jogador
Pos.
3
Bandeira do Brasil André Dias
Z
4
Bandeira do Brasil Rodrigo
Z
5
Bandeira do Brasil Miranda
Z
14
Bandeira do Brasil Renato Silva
Z
31
Bandeira do Brasil Aislan
Z
6
Bandeira do Brasil Júnior César
LE
32
Bandeira do Brasil Diogo
LE
21
Flag of Argentina.svg Adrián González
LD
33
Flag of Chile.svg Saavedra
LD
Meio-campistas
N.º
Jogador
Pos.
10
Bandeira do Brasil Hernanes
V
11
Bandeira do Brasil Arouca
V
15
Bandeira do Brasil Jean
V
20
Bandeira do Brasil Richarlyson
V
23
Bandeira do Brasil Zé Luis
V
28
Bandeira do Brasil Wellington
V
7
Bandeira do Brasil Jorge Wagner
M
16
Bandeira do Brasil Marlos
M
18
Bandeira do Brasil Hugo
M
27
Bandeira do Brasil Sérgio Mota
M
30
Bandeira do Brasil Oscar
M
Atacantes
N.º
Jogador
Pos.
9
Bandeira do Brasil Washington
CA
17
Bandeira do Brasil Borges
CA
25
Bandeira do Brasil Dagoberto
A
29
Bandeira do Brasil Henrique
A
37
Bandeira do Brasil Mazola
A
Técnico
Bandeira do Brasil Ricardo Gomes

Atletas históricos

Grandes ídolos que atuaram pelo Tricolor Paulista seja no futebol ou outras modalidades desde sua fundação em 1930.[58]